sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tempo de plantar, tempo de colher

Caros amigos da Serra,

Conforme foi dito pelo Rei Salomão e podemos ler na Bíblia Sagrada, no livro do Eclesiastes, ‘tudo tem seu tempo, há um momento oportuno para cada empreendimento debaixo do céu’.
Esse ensinamento deveria ser seguido por todos, o tempo todo, em todo lugar, mas não, os humanos entraram numa corrida insandecida na busca por algo que não se sabe bem o que é, nem onde está. Taí o mundo em que vivemos, recheado de pecados capitais, levando a mais sagrada das instituições humanas, a família, a não valer muita coisa.
A humanidade evoluiu ao longo dos últimos 2.000 anos num ritmo ora mais célere, ora retroagindo, mas podemos dizer que nunca se evoluiu tanto quanto nos últimos 25 anos, período em que as mais sólidas barreiras foram quebradas, fronteiras desarmadas, liberdades ampliadas e o mundo sofreu uma mudança radical, mas tão radical, que está difícil não encontrar os arautos agourentos.
A onda de liberdade onde tudo foi sendo permitido, desde a quebra dos laços de família, a inversão de valores, a liberdade de expressão e de locomoção, aliada aos ventos da globalização das informações, dos mercados e tráfico de intorpecentes possibilitou uma gigantesca bolha de problemas inimaginados, que veio colocar o caos em nossa realidade, justamente quando faltava bem pouco, aparentemente, para atingirmos o paraíso com a chegada da Era de Aquário.
A corrida maluca pelo poder, pela beleza, pela riqueza, pelo primeiro lugar, deu a tônica do pensamento verdadeiro e essencial para a manutenção do mundo capitalista, que é selvagem, amedrontador, potente e insensível, contrapondo-se ao lado frágil e abandonado, descartado e sofrido da população miserável que povoa as cercanias dos palácios e consegue quase que virtualmente invadir suas muralhas inexpugnáveis e impor os seus vírus poderosos, causando o medo e o asco entre as partes. Uma luta eterna de Davi e Golias em pleno séc. XXI.
A fome dos homens públicos por poder se alicerça na sua capacidade de enfrentar os seus pares e na prerrogativa de manter o exército de miseráveis do seu lado, subjugado e acessível, devedor, carente, sofredor, doente, necessitando de um aceno ou de um sorriso, até de um tapinha nas costas, para aliviar o mal que lhe acomete; e quem sabe um sufrágio no próximo encontro com as urnas.
Este ciclo interminável está podando todas as chances de vidas progressivas e exitosas. Grupos se formam com projetos bem elaborados e bem financiados e bem estruturados e bem conduzidos, visando a perpetuação no poder. Como exemplo podemos citar os Cunha Lima, os Vital do Rego e muitos outros, que tentam se perpetuar no poder e anulam as chances de outros cidadãos mais simples, porém capazes, postularem servir a sua terra.
As massas tendem a seguir aqueles mais fortes, carismáticos e bons, sejam bons de verdade ou bons por enganação, e tem o defeito de sentir-se devedora por toda a vida, tornando-se incapaz de votar contra um Prefeito, um Deputado, um Governador, só porque recebeu uma ajuda num caso de saúde, num caso de assistência material. Realmente, o homem humilde do campo e das periferias é muito sofrido, simples e honrado e isto lhe torna muito suscetível, muito acanhado, muito grato, incapaz de entender que a responsabilidade de um governante é exatamente fazer o melhor para o povo e para isso é muito bem pago.
Antigamente, havia o voto de cabresto, onde o político era um grande proprietário e mantinha os seus empregados sob rédea curta para seguirem os seus estímulos eleitorais, além de lançar suas teias sobre as pessoas mais humildes para angariar os seus votos, ou mesmo pela imposição do terror, ao sabor do chicote, da chibata e até das balas. Contemporaneamente, mudaram o modus operandi e mantêm as massas subjugadas pelo poder da esmola pecuniária que todos conhecem como Bolsa Família e outras bolsas.
A Bolsa Família, dizem, veio para ajudar as famílias pobres a sairem da miséria, mas não veio para resolver o problema da pobreza e nem tirar o país do atraso e da dívida colossal que tem com o seu povo. Qualquer plano de vergonha, responsável, verdadeiro, tem que visar desenvolvimento sustentável para os seus beneficiários. Sabemos que se o governo parar a Bolsa hoje, todos voltam ao mesmo patamar de antes e farão uma zoada dos diabos. A bolsa é mantida agora para garantir altos índices de aceitação nas pesquisas e reeleições. Pense num jeito porreta de manter o povão submisso!
A sociedade brasileira esqueceu completa e totalmente aos preceitos básicos que conduzem para um futuro seguro, legítimo, futuroso, composto de coisas boas e saudáveis. O que se vê são indivíduos querendo colher o que não plantaram, ou plantando ervas daninhas no quintal dos outros para verem a sua ruína e antevendo a hora de sua ascenção ao posto perdido por outrem.
O resultado disso tudo é muito ruim, doloroso, maldito, porque torna as pessoas insensíveis, inseguras, rancorosas, propensas à prática do mal e banaliza a liberdade, a idoneidade, o caráter, a honradez, a moral, de forma que vivemos num mundo onde vemos constantemtente as ocorrências mais brutais de estupros de pais contra filhas, sequestros entre familiares, mortes estúpidas causadas por jovens consumidos pelas drogas e o consequente falimento das famílias.
Cada um tem que cumprir as suas obrigações, tem que ser responsável pelos seus erros, precisa arcar com as suas culpas e pagar suas penas, reabilitando-se ao convívio social. A vida é curta, mas dá tempo de se recuperar e vivê-la plenamente. Só é preciso saber plantar e esperar o tempo certo de colher.
Forte abraço e reflitam,
Geraldo Guilherme, blogueiro, fotógrafo, escritor.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Momento Político: Frente a Frente Outra Vez

Caros amigos da Serra,

Nos próximos meses e até que chegue a eleição, realizaremos diversas análises do momento político de Dona Inês, com a nossa visão e entendimento. Lógico que é uma opinião e pode estar equivocada, mas será sempre na intenção de contribuir com o processo democrático e de crescimento e desenvolvimento da nossa querida e linda Serra.

Muito embora as eleições só aconteçam no final do próximo ano, este parece ser o momento de esquentar os neurônios em busca do melhor caminho, melhor estratégia, melhor forma de apostar nos apoios e coligações. Nesta altura do campeonato, parece difícil que apareça um nome de peso dentro do PSB e podemos contar como ‘favas contadas’ que Antonio Justino vai para a reeleição.

Do outro lado, em que pese o ajuntamento das oposições, o fiel da balança pende para Luís José, seja por não ter outro nome que pese tanto, seja por escaldo das duas últimas eleições que disputaram. Busca-se responder a uma pergunta: Quem pode fazer sombra ao Prefeito? Entre os pmdbistas históricos, há a desconfiança noutro nome e por isso eles são obrigados a acreditar em Luís.

Justino tem a seu favor vários fatores: ninguém esqueceu o clamor pelo seu nome em 2008; tem feito um bom governo não obstante as quedas de FPM, tem o poder de fazer muito mais nos próximos meses com a ascenção do PSB ao Governo do Estado, e nas duas últimas eleições bateu o adversário.

Luís José saiu da Prefeitura com a pecha de tirano, perseguidor, e por isso tem uma grande rejeição. Além disso, o seu partido se uniu aos adversários históricos e fez boa parte dos correligionários debandarem, insatisfeitos com a união. Houve um rompimento recente e o seu irmão de chapa, Elmo, deixou o partido para seguir carreira solo, e onde há briga de irmãos, há fogo. E perdeu as duas últimas eleições que disputou.

Quando o embate é entre Justino e Luiz, o fiel da balança pende para o primeiro, Antonio Justino, um político populista, ainda jovem, com uma longa lista de serviços prestados – aqueles serviços que igualam, honram, estimulam, protegem, promovem as pessoas mais humildes -, e que chegou como o Redentor na combalida Dona Inês daqueles dias dos anos 2007, 2008. Dizem que Justino só perde se fizer bobagem.

Portanto, parece que não tem pra onde correr. Os dois se enfrentarão nas urnas em 2012. Embora cedo, ninguém aposta em outro nome. Diz-se nas conversas de salão que somente o ex-Prefeito teria alguma condição, outro não chega nem perto. Mas ninguém pense que já está decidido. Em política tudo pode acontecer, as coisas mudam rapidamente.

E na Serra de Dona Inês, onde existe um fanatismo exacerbado ditado pelas regras da sobrevivência, só dá pra fazer uma ideia clara quando falta muito pouco para as urnas, lá pelos comícios de encerramento. É importante seguir os passos e rastros dos Vereadores, dos cabos eleitorais, das lideranças de sociedades civis, das novas lideranças, etc., para se tomar pé das tendências e das investidas de cada parte. Eu, como bom eleitor e cidadão que sou, vou fazendo a minha parte.

Forte abraço a todos e a Serra seja louvada,

Geraldo Guilherme, blogueiro, escritor, fotógrafo.

domingo, 29 de maio de 2011

Eleição Única sem Reeleição e Cumprimento Total do Mandato

Uma das coisas mais sagradas do ser humano foi, durante muito tempo, a palavra, o acordo. Palavra dada, fato cumprido. Acordo feito, certeza de acontecimento. Muitos lembram que bastava um aperto de mão para um negócio envolvendo milhão ficar acertado. Quando um homem dava a sua palavra e passava a mão nos fios do bigode, nem que chovesse canivete, o acordo seria consumado. Aqui pra nós, era um tempo muito bom, um tempo que parece que foi esquecido porque um monte de sem-vergonhas começou a fazer sacanagem e enganar uns e outros.
E de onde surgiram estes sujeitos que passaram a enganar? Infelizmente dentro da classe política, daquela que devia nos representar com mais afinco, com mais responsabilidade, dando o maior e melhor exemplo. Cito isso baseado nas incontáveis notícias que são publicadas envolvendo os nossos políticos em corrupção e falcatruas. E digo mais uma vez: Infelizmente.
A política é muito importante nas sociedades e é através dos agentes políticos que as coisas acontecem. O erro é que os políticos se profissionalizaram e encontraram meios de se impor ao povo. Dificilmente os líderes são natos e puros. Normalmente, eles surgem diante de predeterminações grupais que buscam se manter no poder ou derrubar quem o detém.
O político precisa saber, sentir, entender, que é o nosso representante e deve agir com a máxima responsabilidade, com a suprema lisura, com o sagrado respeito. Eles precisam compreender a sua importância diante das nossas necessidades. É primordial que se lancem candidatos com o objetivo próprio de servir ao seu povo, sendo patriotas e guerreiros das causas sociais. Se assim procederem,

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

51 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLITICA DE DONA INÊS - PB

ESTE TEXTO É UMA HOMENAGEM À DONA INÊS, TERRA ONDE FUI CRIADO DESDE DOIS ANOS DE IDADE. TERRA DO MEU PAI E SEUS FAMILIARES. UM LUGAR MARAVILHOSO, QUE SEMPRE CARREGUEI NO CORAÇÃO PELAS TERRAS ONDE PASSEI.

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 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE DONA INÊS – ESTADO DA PARAÍBA


CRIANÇAS, JOVENS, SENHORAS E SENHORES PRESENTES AO ESPAÇO DA JUVENTUDE

EM NOME DA PREFEITURA MUNICIPAL E DO PREFEITO ANTONIO JUSTINO,

BOA NOITE A TODOS!

VIEMOS A PRAÇA PÚBLICA PARA COMEMORAR O ANIVERSARIO DE 51 ANOS DO NOSSO MUNICIPIO, DA FUNDAÇÃO DA NOSSA CIDADE.

A SERRA DE DONA INES COMEÇOU A SER HABITADA HÁ MAIS DE 250 ANOS, LIGADA AO MUNICIPIO DE BANANEIRAS.

TODOS JÁ SABEMOS A HISTÓRIA DA MULHER BRANCA CHAMADA DONA INÊS, E DE UM NEGRO, QUE FORAM VISTOS NO CAJUEIRO, AMBOS FUGITIVOS, QUE IAM PROVAVELMENTE EM BUSCA DO QUILOMBO CRUZ DA MENINA... FOI ESSA MULHER QUE DEU NOME A NOSSA CIDADE, A NOSSO MUNICÍPIO, A NOSSA SERRA.

VARIAS FAMILIAS FORAM CHEGANDO NA SERRA QUE APRESENTAVA BOM CLIMA E SE ESTABELECERAM PARA SEMPRE, FORMANDO UM NÚCLEO POPULACIONAL NA AVENIDA MANOEL PEDRO.

EM 1852 FOI ERGUIDA UMA CAPELA, ONDE HOJE É A IGREJA-MAE, SIMBOLO DA FÉ E MARCO FUNDAMENTAL DA NOSSA CIDADE. A IGREJA-MAE REPRESENTA A NOSSA IDENTIDADE, NOSSO PRINCIPAL CARTÃO-POSTAL.

DEVIDO A LUTA DE GRANDES HOMENS DA NOSSA TERRA, COMO SEU LULINHA, LEONEL PAULINO E ZÉ CARDOSO, JUNTO A CAMARA DE VEREADORES DE BANANEIRAS, FOI CONSEGUIDA A EMANCIPAÇÃO POLITICA EM 17 DE NOVEMBRO DE 1959.

A PARTIR DAÍ FORAM ABERTAS AS RUAS MAJOR AUGUSTO BEZERRA, JOAO PESSOA, MANOEL PEDRO, ANA DA CONCEIÇÃO MELO, JOSE CAROLINO E JOSE PAULINO, HOMENAGEANDO OS PIONEIROS, AQUELES QUE PRIMEIRO CHEGARAM AQUI.

ZÉ CARDOSO FOI O PRIMEIRO GESTOR, NOMEADO PELO GOVERNADOR PEDRO GONDIM. DEPOIS TIVEMOS 12 PREFEITOS ADMINISTRANDO NOSSA TERRA. FORAM ELES: MOZART BEZERRA, JOAQUIM CABRAL (2X), ANTONIO LUCAS, LUIS JOSE (4X), JOSE EUGENIO, RAMON E AGORA ESTAMOS NA ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO ANTONIO JUSTINO, PELA SEGUNDA VEZ.

ANTONIO JUSTINO DAS FESTAS EM PRAÇA PÚBLICA, DO BOM ATENDIMENTO A TODOS, DE TRANSPARÊNCIA ADMINISTRATIVA, DA NÃO PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, DE IDEIAS INOVADORAS EM TODOS OS SETORES E VITORIAS ESMAGADORAS.

DONA INÊS COMPLETA HOJE 51 ANOS DE VIDA PRÓPRIA E TEM MUITO PARA MOSTRAR. TEM UMA CULTURA BEM DELINEADA QUE FAZ SUCESSO POR ONDE PASSA, TEM UMA INFRA-ESTRUTURA MUITO BOA, TEM EDUCAÇÃO DE PRIMEIRA, TEM ATENDIMENTO A SAÚDE EM HOSPITAL PROPRIO, E TUDO O MAIS QUE DEPENDE DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL.

A CIDADE, O POVOADO DE COZINHA, AS 63 COMUNIDADES RURAIS, TODO O POVO, FILHOS QUE VIVEM AQUI OU QUE VIVEM FORA, A TERRA E SEUS RIACHOS, CACHOEIRAS, PEDRAS, ANIMAIS, TODO O NOSSO PATRIMONIO IMOBILIARIO... TODOS DE PARABÉNS!

UM AGRADECIMENTO ESPECIAL DE RECONHECIMENTO E PARABÉNS AOS SERVIDORES PÚBLICOS, AOS COMERCIANTES, AOS DONAS-DE-CASA, AOS PROFESSORES, AOS AUTONOMOS, A JUVENTUDE, AS CRIANÇAS, AOS IDOSOS, AOS POLÍTICOS, AOS AGRICULTORES, AOS FAZENDEIROS, AOS VAQUEIROS, AOS PESCADORES, AOS PEDREIROS, AOS COMERCIÁRIOS, AOS ARTISTAS, AOS ESTUDANTES... ENFIM, TODA A POPULAÇÃO DO NOSSO MUNICÍPIO.

DONA INÊS ESTÁ MUDANDO PRA MELHOR. ESTÁ PREPARANDO OS SEUS FILHOS PARA A VIDA. NOS PROXIMOS ANOS VIRÃO MUDANÇAS MUITO POSITIVAS QUE MARCARÃO PARA SEMPRE A CARA DESSA CIDADE E NÃO SERÁ DEMAIS CHAMAR DONA INES DE PRINCESA DO CURIMATAÚ.

OBRIGADO A TODOS PELA PRESENÇA, A FESTA É NOSSA, VAMOS CURTIR O ANIVERSÁRIO DE TODOS E CANTAR PARABÉNS, PARA DONA INES E PARA NÓS TODOS.

PARABÉNS PRA VOCÊ... E AGORA, UM POEMA DE MINHA INSPIRAÇÃO:

"Infinito caso de amor

Que permeia o meu ser
Hoje me recebes
Mas já me vistes crescer
Segue avante terra amada
Não pares nunca por nada
Você fez por merecer"

(geraldo guilherme)

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Forte abraço e até a próxima...




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Amigos do Rei

A política brasileira é feita de muita paixão e desavenças nas famílias divididas e brigas entre vizinhos e apostas e prejuízos para os mais exaltadas e corajosos.
Quando é a nível local, municipio ou estado, é mais latente. A divisão ocorre de toda forma. Basta numa família ter dois membros empregados e cada um seguir um partido ou político  diferente. Tá feito o nó.
Então ocorrem intrigas, brigas, até mortes. Fora isso, alguns se engajam e trabalham mais do que os próprios candidatos. Só faltam morrer, como dizemos aqui, para ver a vitória. Sim, pintam a cara, enfeitam a casa e os carros, vestem a camisa, o boné, o chapéu, imprimem bandeiras... coisa de louco. 
O objetivo por vezes nem é vislumbrando as melhorias que podem advir da vitória do seu candidato. Ocorrem casos em que o desafio, a vontade, o desejo, é de ver o candidato de um vizinho, de um ex-amigo gozador, derrotado, destruído, acabado.
Aí, acontece ao seu modo, vence a eleição, faz a festa, zoa um bocado. Sai de alma lavada.
Só que no outro dia, já começa a ouvir que o fulano que perdeu já está pendendo para o lado do adversário de dois dias atrás. 
Olha, dá um ódio tão grande! enorme! incomensurável! não tem coisa pior. Imagine você lutar 3 meses para vencer, ouvir o cara esculhambar o teu candidato, e tem gente que sabe encher o saco à exaustão, para depois oferecer apoio e ir comer na mesa do outro, levando as benesses do poder, indo mamar nas tetas do estado, tornando-se amigo do Rei... do seu Rei.
Pior mesmo se de reboque levar o teu inimigo íntimo para mamar e tu ficar chupando os dedos.
E isso está acontecendo em larga escala.
Já se fala em levar Maranhão para o governo de Dilma e isso significa que continuará a atrapalhar a Paraíba. Será que essa mulher não percebe que abolimos ele da vida pública para sempre, pensando na Paraíba?
Os vereadores da Capital, antes inimigos do Rei, agora querem retornar ao abraço amigo do poder estadual e municipal.
E outros e muitos outros estão costurando, tecendo, tricotando as suas estratégias para se agarrar nas tetas e culhões do poder, como carrapatos, visando a permanência parasita de suas existências.
Pau neles! veneno neles! afinal, é mais do que merecido.
Ao pobre e iludido eleitor, resta a certeza de que tudo não passa de uma jogatina miserável, onde o normal é a malandragem, a dissimulação, o inescrupulosidade, o descaráter.
Até quando? pergunto-me e respondo-me: Até que criemos vergonha e deixemos essa coisa de lado.

Pra Encher Linguiça...

Esta muito enganado quem imagina que a Paraíba vai mudar com a chegada de Ricardo Coutinho ao poder estadual. Pelo menos no que depender dos políticos e imprensa paraibanos.

Basta ver a montanha de indagações, sugestões descabidas, cutucações, achismos, desconfianças, chutes, e uma boa dose de maldade sempre inerente a quem interessa tumultuar o processo.

Estão perguntando quem merece a atenção de Ricardo, depois de Cássio; como será a convivência de Ricardo/Cassio; tentando juntar oposicionistas históricos como Ruy ao futuro governador; como será a nova polícia de Ricardo; etc.

Parem! parem as máquinas.

Deixa a eleição esfriar. Deixa o Mago pensar. Tudo isso que se pergunta são factóides nesse momento.

Vamos falar de coisa concreta enquanto o Mago pensa. Ele só tem que dizer algo a partir do momento da posse.

Vamos tratar de vigiar o Governador atual, que pode nos deixar mais e maiores dores de cabeça do que já temos; vamos trabalhar para inibir que as repartições sejam assaltadas ou subtraídas pelos que estão lá a título de favor político e não terão escrúpulos em detonar o que puderem. Vamos ser responsáveis senhores da Mídia, em valorizar o que tem valor, o que é nosso de direito, o que é palpável e se não for bem cuidado, representa prejuízo, dinheiro jogado fora.

Vamos denunciar os vândalos, os que não tem compromisso e causam prejuízoa a todos, inclusive a si próprios, os vingativos, os desconsolados. De quatro em quatro anos acontece a mesma coisa e não se aprende, não se coloca um freio. O atual Governador já provou que não gosta do povo, do Estado, ou não teria assinado a PEC 300, o seu último pec-ado, não teria contraído empréstimos da ordem de 1 bilhão de reais, e portanto, o que vier de ruim pela frente, não será nenhuma surpresa.

Então, honoráveis Senhores da imprensa, vamos agir nesse sentido de inibir, coibir, dirimir, ceifar essa prática daninha aos patrimônio público nos períodos de transição.

Deixam o Mago trabalhar, em paz!

Tenho dito!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Decisões Perigosas e Acertadas

Caros amigos, a vida política brasileira é realmente muito dinâmica e tudo muda radicalmente em questão de horas, dias. Vivemos um vendaval de emoções constantes e nem dá tempo de assimilar direito um fato político, surge outro, mais outro e ficamos como cegos em tiroteio.

Nas duas últimas eleições, a de 2008 para Prefeito e nesta de 2010, para Governador, vivi pela primeira vez na vida a minha sina de 'esquerda', pois parti para a luta pela vitória com candidatos que estavam contra o poder. Sabemos que não é nada fácil vencer quem detém a máquina administrativa nas mãos, ainda mais no Brasil, onde as Leis não são respeitadas e tudo pode acontecer, para depois ir a julgamento.

É imperativo que a luta política seja realizada no campo dos projetos e das idéias e cada candidato deveria priorizar e observar os preceitos da Lei, eles acima de tudo, e não permitir que seus seguidores pisoteassem a Carta Magna e nem os preceitos dos tribunais. Não observar isso torna a luta injusta.

E por acreditar nas idéias e plataformas do candidato a Prefeito, pus-me a serviço da sua eleição, embora não participasse presencialmente, mas no campo das idéias e nos contatos cibernéticos com a população da cidade. Passou o tempo e a conjuntura política estadual me levou para junto de um candidato a Governo que lutaria contra o poder vigente, numa desvantagem hedionda.

Os governos tendem a se tornar imperativos, tirânicos, perseguidores, intolerantes, com o passar dos anos no poder, para não mais soltar a carne-seca e comentendo tais erros, se colocam contra boa parte da população, acendendo assim o desejo de mudança. Isso aconteceu tanto a nivel municipal quanto estadual.

Então, conseguir a vitória em ambos os casos foi relativamente fácil, no campo das idéias e na linha de defesa adotada contra governantes cansados e carcomidos pelos anos de desgaste público. Mas não se esqueçam das durezas da luta em campo, do corpo a corpo, dos milhares gastos, das controvérsias entre aliados e adversários, dos acordos e desacordos inerentes ao processo eleitoral.

Não obstante, parece-me que fui bafejado pela sorte em alinhar-me com os vencedores e ambos se comportaram dentro das linhas que parecem as mais corretas do ponto de vista ético e humanitário, além de administrativo e econômico.

Na próxima eleição estarei do lado governante, ao que parece, e espero ter motivos e fatos para poder advogar o voto meu e das pessoas com justificativas claras e baseadas no trabalho, na eficiência e na confiança da população.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ociosidade Cerebral

Estamos nos aproximando de mais um pleito onde serão eleitos Governadores, Senadores e Deputados, além do Presidente da Repubólica - a mesma coisa que coisa alguma.

O Polvo é quem manda, pois o poder é do Polvo.

Acontece que o Polvo é preguiçoso. Não quer pensar, prefere a Ociosidade Cerebral. Deixa que outros decidam. E depois reclama.

Os políticos engendraram uma fabulosa maracutaia que embola o processo eleitoral e obriga o Polvo a se apavorar com tantas coligações, com tantos partidos que em nada se parecem, mmas caminhando juntos por um objetivo comum: salvá-los e mantê-los no poder.

Ora, mas o poder não é do Polvo? o que eles quererm?

O meu voto parece que vai ser bem assim: PT - PSB - PSDB - DEM - PMDB - PSDB. Nossa, é uma loucura isso aí, gente!

Então é primordial, essencial, preponderante, diria mesmo, é existencial que o Polvo bote a cabecinha pra funcionar e escolha os seus candidatos entre aqueles que tem um compromisso, que já trabalharam muito para o desenvolvimento, que tiveram oportunidade e fizeram ou fazem um bom trabalho.

No caso da Paraíba, por exemplo, todos sabem o que o candidato e ex-Prefeito fez na capital; e sabem o que o candidato e atual governador deixou de fazer. A diferença é grande!

O Polvo não pode se vender, se deixar comprar, avacalhar o seu direito de voto. Tem que escolher com responsabilidade. Disso depende o o desenvolvimento pessoal de cada um de nós brasileiros.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Minha Vida por Um Minuto

De um lado, está a Lei. Para que a Lei seja cumprida, são realizadas campanhas de conscientização. É verdade que as Leis são criadas por humanos e podem ser passíveis de falhas. Assim, muita gente não obedece a algumas Leis, mesmo sendo um cidadão educado, ético e sábio. Acredito que uma Lei não pode tudo, porém, quando são impostas a sociedade, é porque tem um cunho regulador, punitivo, sobre certas questões que não podem ficar omissas.


Mas o que dizer de desrespeito, descumprimento, descaso com as Leis que são super importantes para a preservação da vida, se a vida é o bem mais precioso que temos?

É isso que vemos, assistimos, escutamos toda hora, todos os dias. Infelizmente.

As pessoas estão arriscando a todo instante a vida, o bem mais precioso, por um mísero minuto, por nada. Quanto vale um minuto?

Analisemos: perdemos preciosos minutos tomando um banho (quando passamos de 5 minutos); quando esticamos uma conversa fútil ao telefone; quando esquecemos um documento e voltamos para pegar; quando resolvemos dar uma parada e deixamos tudo correr; quando passamos horas numa mesa de bar ingerindo álcool. Certo?

Até aí tudo bem, é normal, não se corre risco algum, nada que seja vital.

O problema é que perdemos minutos nessas atividades e formas, mas não queremos perder um minuto quando estamos diante de um semáforo, sejamos pedestres ou motoristas, por exemplo. É nesse momento que infringimos a Lei e arriscamos a própria vida e a de terceiros. É quando queremos chegar em cima da hora em um compromisso, mas não saímos de casa na hora adequada.

A verdade é que em determinado minuto acontecerá a falha e uma vida vai pro beleléu, e pode ser a sua, a minha, a de um parente, a de um amigo.

Além disso, obedecer a sinalização e andar na linha não é só para trem. É para quem pretende ser educado, dizer-se desenvolvido. Não adianta dizer que no Primeiro Mundo tudo é certinho, se você sabe disso e não faz a sua parte.

Temos que dar o exemplo e não dar a vida por um minuto.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Valores sem Valores

Sempre ouvi dizer que uma coisa sem valor deve ser jogada fora, dispensada, senão, só causa prejuízo.
É assim que vejo o feriado de Tiradentes e outros por aí. O que significa para o povo o que ele fez? Muitos nem se lembram o porquê do feriado.
Se é para parar o país no dia 21 de Abril, então que encontrem outro motivo.
Tudo bem que o feito de Tiradentes merece ser lembrado, cultivado. Mas sem feriado. Basta que na escola seja hasteada a Bandeira e cantado o Hino Nacional.
E eu não estaria escrevendo isso aqui se realmente houvesse algo maior nesse dia. O brasileiro pouco está se lixando para o que fez Tiradentes. Quer é ir à praia tomar cerveja e ficar no bem bom.

Poxa, antigamente, o dia 19 de Abril era dia de Indio. Era uma coisa fantástica. Todos tinham curiosidade com os nativos da terra brazilis. Agora passa que nem lembramos. Querem é esquecer mesmo, para acabar com eles e tomar as suas terras.

Portanto, está mais do que na hora de rever esses feriados que não significam nada para os brasileiros. Cultua-se o acontecimento, o valor do envolvido, mas sem o feriado. Assim, teremos alguns dias a mais para produzir.

Quer saber mais o que eu acho? é que país em desenvolvimento não teria que feriar tanto, exceto nas grandes datas, como Independência, Natal e Páscoa. Chega! É como se diz no jargão popular: luxa quem pode!

Se o motivo do feriado não existe, se não tem valor agregado, então é hora de rever o calendário.